c’est fragile

Há malas demais. Não há trem que aguente tanto passado, tanta lembrança. Permaneço na estação: lotada e impiedosa.

Alguns esbarram, outros só acenam. A ajuda oferecida só acaba deixando mais bagagem. E o peso parece me impedir de andar.

Os adesivos, aparentemente inúteis, alertam quanto à fragilidade. Será que nem eu consigo ler?

E os trens ficam parados em seus trilhos: não se anda pra frente quando se quer voltar atrás.