Dando um pause na pausa;
Minhas intenções com este post podem ser exemplificadas por uma sensação estranha: é a primeira vez que escrevo diretamente pelo editor de posts. Isso porque sempre escrevia textos no Word e horas, ou dias, depois acabava os colocando aqui nesse receptáculo de textos aleatórios (também conhecido como blog).
Com o tempo a gente vai descobrindo coisas importantes: não é muito inteligente nomear seus textos com parte da data em que ele foi escrito, ainda mais se você tem hábitos de sumir da vida literária de vez em quando. Exemplo: meu último texto se chamava “Vendaval de Julho”. Bem, os vendavais já passaram há muito tempo, assim como o mês. Já até passamos pelo período de baixa umidade (que nunca me afetou, aliás) do ar e nada de um texto novo.
Explicações desse tipo não servem para quase nada, mas sinto-me inclinado neste momento a me explicar acerca do sumiço. É uma combinação de muitos estudos (mesmo), certa falta de criatividade, falta certa de tempo e também uma sensação estranha de não-pertencimento que andei tendo com o blog. Ainda bem que já passou e passou rápido, mas o que ocorreu foi que não me senti a vontade de depositar alguns textos aqui. Talvez eles tenham sido mesmo feitos para ficarem no escuro da gaveta…
Mas até que eu andei escrevendo uma coisa e outra. Iniciei um novo romance que certamente não irá pra frente (mas no começo parecia até ser interessante, pois estava buscando um equilíbrio entre ficção e as coisas que aprendia na faculdade); escrevi um continho em inglês (que foi a primeira coisa literária em inglês que escrevo, então é importante); ando tendo muita vontade de escrever coisas acadêmicas (então minha imaginação/criatividade está sendo re-orientada da ‘ficção/autocontemplação” para um olhar mais crítica/objetivo).
Outro aspecto muito importante também é que estou tendo ultimamente imagens muito fortes de cenas de “filmes” na minha cabeça que possuem cor, trilha sonora e ângulos do espectador específicos e descobri ser incapaz (descoberta chata, por sinal) de transmitir tudo isso exatamente em textos. Como não vejo num futuro muito próximo a minha iniciação num curso/faculdade de Cinema, vou esperar este desejo e característica da imaginação sumir ou tomar outras feições.
Por enquanto, eu vou vivendo na certeza de que cada visão, sentimento e mudança será utilizada futuramente em algum texto que pode ser ou não parecido com aquilo que escrevi nos ultimos posts. Isso porque, sendo os textos reflexos das minhas experiências e sentimentos, estão também eles condicionados a um aspecto que considero meu e eterno: a mudança.
Não sei qual vai ser o meu futuro literário (ou se algum dia tive um passado literário, por sinal), mas sei que a leitura, a escrita e seus impactos me fascinam indubitavelmente. Cada vez que leio uma frase que brilha é como se todo meu olhar se tornasse novo, cada cor se tornasse diferente.
Esse mundo da leitura e da escrita, amado e vivido por poucos, é mágico por uma coisa ao mesmo tempo singela e complexa: influenciar e se deixar mudar; dar e receber; ler e escrever; imaginar e viver.